Na Catalunha, onde todo o nacionalismo local é pacífico e respeita as regras do jogo democrático, o Partido Socialista local (PSC) está a fazer um ligeiro recuo estratégico. Passo a explicar: nos últimos anos, o PSC lançou-se numa estratégia que chegou a tocar o nacionalismo. No entanto, os eleitores continuam a preferir o original à imitação e esta opção não produziu os frutos esperados. Bem pelo contrário: a base eleitoral, por excelência, do PSC são os catalães não nacionalistas, que assumem o seu espanholismo a partir de uma abordagem de esquerda. Essencialmente, são trabalhadores e pertencem a famílias oriundas de outras partes de Espanha, mas que já entendem a Catalunha como a sua região.
Ora, estes catalães, perante a deriva catalanista do PSC, parecem dispostos a demonstrar o seu descontentamento através da abstenção nas eleições autonómicas que se disputam daqui a algumas semanas. Isto explica o esforço intempestivo do presidente catalão que procura, em poucas semanas, conquistar o espaço alienado em quatro anos de poder.
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