Não nos podemos esquecer que o presidente do governo foi humilhado pela ETA, aquando do anterior cessar-fogo, o que não deixa qualquer margem para um novo erro de avaliação. É muito ténue a linha que separa o sucesso avassalador, que consubstanciaria o fim violência no País Basco, e o fracasso total de um segundo engano, que conduziria ao fim de uma carreira política já muito abalada pela crise económica.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Impasse... até quando?
Ponto de situação: a ETA reafirmou a sua vontade de manter o cessar-fogo e de dar um passo em direcção à mediação internacional. O governo espanhol, oficialmente, desvaloriza esta atitude e parece até disposto a recusar a referida mediação. No entanto, esta atitude não se pode manter indefinidamente. Haverá um momento em que Zapatero, caso tenha a percepção de que a ETA está efectivamente interessada num cessar definitivo da violência, terá que se sentar à mesa das negociações. Tudo depende de uma avaliação sua: estará disposto a suportar o ataque cerrado que a direita espanhola está disposta a levar a cabo, em caso de uma nova negociação?
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