segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Primeiro passo?

Um pouco mais além da espuma do debate político, naturalmente condicionado pelos alinhamentos partidários espanhóis e pela pouca confiança que suscita uma organização terrorista, parece ser possível identificar algumas diferenças em relação a processos anteriores. Esta potencial monitorização parece ser um passo importante, que nunca foi dado. Não interessam tanto as razões que conduziram ao mesmo (se foi motivado pela repressão judicial e policial ou pelo cansaço da base social de apoio), mas sim o facto de se estar a materializar em algo de diferente.
Creio que em termos de resolução de conflitos, é quase obrigatório não nos deixarmos levar por ideias pré-concebidas em relação aos actores. Sabemos que a ETA é uma organização violenta, que age através do terrorismo, mas sabemos que o IRA também o era e foi possível levar a cabo uma integração das suas estruturas políticas no sistema democrático.

Sem comentários:

Enviar um comentário