Só se afiguram duas hipóteses perante a atitude da ETA num processo que ela própria desencadeou:
- Ou está a tentar ganhar tempo e alguma margem de manobra para potenciais negociações oficiais;
- Ou está totalmente desligada da realidade e julga que o governo de Espanha se pode dar ao luxo de voltar a acreditar em quem já o enganou.
A difusa chefia da ETA tem cometido sistemáticos erros de avaliação em relação aos actores políticos espanhóis e agora parece estar a fazer o mesmo no que diz respeito à mediação internacional. O problema é que nenhum mediador internacional pode tratar da mesma forma o governo democrático e legítimo de um Estado e uma organização violenta que se negue a declarar um cessar-fogo definitivo e verificável. Não é possível negociar com armas em cima da mesa.
Se a ETA tiver uma vontade efectiva de levar o seu cessar-fogo a bom porto, deverá surgir um comunicado proximamente. Também será a um domingo?
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