A esquerda radical nacionalista e independentista basca, que sempre constituiu uma das grandes estruturas de apoio da ETA, começa a dar os primeiros sinais de divergência com esta organização. Até há pouco tempo, os radicais actuavam de forma muito coesa, nunca tendo havido qualquer condena ou crítica à dinâmica de violência etarra. Isto leva muitos a crer que estamos perante algo de verdadeiramente novo.
A ETA está mesmo debilitada. Mais debilitada do que nas vésperas de qualquer dos outros processos negociais. E o que espelha essa debilidade são, precisamente, as fissuras que começam a fazer-se notar no monolítico bloco nacionalista radical.